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BUNDÃO março 17, 2008

Posted by JN, Rio de Janeiro in cada uma!, esquisitices, gente, Pode isso?, tumulto e briga.
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Aeroporto de Brasília, 16h00m de uma quinta, fila de espera para tentar antecipar o vôo, quando chega um sujeito baixinho, barrigudo, careca, terno surrado, tecido bege brilhoso, camisa também bege, gravata estampada de mau gosto, relógio de ouro (ou talvez dourado, o que seria mais adequado ao “lay out” do personagem), sapato marrom gasto, enfim, uma figura estranha e cafona. Apenas uma pasta preta na mão.

Chegou apressado e causando a maior confusão. Foi direto no balcão e disse que tinha que embarcar para São Paulo no próximo vôo, sem falta. A atendente, educada e calmamente, simplesmente informou, apontando para a fila, que todos que estavam ali também iam para São Paulo e estavam tentando antecipar o vôo.

Ele estava programado, com o bilhete na mão, para dois vôos depois.  

Ele não se conteve e, grosseiramente, disse que o caso dele era de extrema urgência e que tinha que embarcar. Tinha uma reunião importante.

Nesse momento, um rapaz que estava na fila não se conteve e gritou: “deixa de bancar o esperto e entra na fila”. Aí o sujeito ficou danado, se virou para a fila e disse: “quem falou isso?”. O cara da fila, que era forte e tinha perto de um metro e noventa, respondeu: “fui eu, e daí?”. É evidente que o metidinho a espertinho ficou menor ainda, mas ainda disse que ninguém tinha que se meter no seu problema.

O grandalhão gritou: “vem logo para a fila, seu bundão”. A gargalhada foi geral e logo se formou um coro alto e forte: “é, vem para fila seu bundão e espera a sua vez”. Até a atendente sorriu discretamente.

O sujeito ainda resmungou algo baixinho que ninguém entendeu e veio para a fila. E o melhor é que no primeiro vôo que saiu ele não conseguiu embarcar.

É um bundão mesmo.

Foto de Project 404 via Flicker cc

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MOTIM EM RECIFE – continuação julho 21, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in absurdo, Pode isso?, tumulto e briga.
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Via blog da Miriam Leitão, aqui.

Míriam Leitão – 21.7.2007| 12h15m

A confusão continua no sábado 

Acabei chegando.

Os amotinados foram convencidos a sair do avião, enquanto esperávamos pacientemente sabendo que eles deviam ter um motivo.  

-Eles não estão errados não. Ninguém sabe o que é, mas devem ter razão – comentou uma passageira na fila do portão. 

Quando entrei no avião perguntei a tripulação como foi que eles convenceram os passageiros a sair. 

-Uma história longa, foi um sufoco. 

-Mas o que eles queriam? 

-Ir para Guarulhos, mas este avião está indo para o Galeão. Eles não aceitavam isso – me disse um dos tripulantes.  

Acabo de ler os jornais e está claro que a nota de Marco Aurélio Garcia culpando a imprensa e fazendo um pedido de desculpas meio desafora “se ainda assim alguém se sentir ofendido…” só pode acontecer mesmo no atual governo. Em qualquer um ele teria sido demitido. Tudo é tão inaceitável. A melhor frase é de Tião Viana do PT: “O gesto é incompatível com a função pública e requer providências. Eu me sinto ofendido”. Mas Marco Aurélio culpa a imprensa pelo seu próprio gesto que Zuenir Ventura definiu, em artigo de hoje no Globo, com a mais forte e mais precisa palavra: “gesto cafajeste”. 

Guiomar, leitora do blog, me pergunta se teve alucinação ou é verdade que foram condecorados como mérito aeronáutico os presidentes e diretores da Anac. Infelizmente, confira nos jornais Guiomar, é tudo verdade. Eles estão lá garbosos com a medalha no peito. Inacreditável, voce tem razão e ter se perguntado se era alucinação sua. 

Ontem, no aeroporto em que zanzava tentado embarcar, um passageiro furioso me parou e disse: -Escreva lá que estou aqui há cinco horas tentando embarcar e não sei que horas sai meu vôo. Fui na Anac e protocolei o pedido de que toda a diretoria se demita.

Fique registrado.  

Houve um momento na confusão quando se fez um impasse entre os que queriam entrar no avião e os que queriam sair, que alguém disse: 

-Chame a Anac. 

E os outros reponderam: 

-Que Anac! 

Hoje sábado está tudo confuso de novo. Soube pelo meu filho que estava tentando sair de Brasilia.

MOTIM EM RECIFE julho 20, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in não-convence, Pode isso?, tumulto e briga.
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Segue abaixo a “novela” de mais um brasileiro, neste caso, uma brasileira, a jornalista Miriam Leitão, que está tentando voltar de Recife. Como vocês vão notar, a história ainda não acabou.

Os próximos capítulos estarão aqui no “Relaxa e Goza”.

Recomendo que a leitura seja feita de baixo para cima, ou seja, como está no blog dela, aqui.  

________________________________________________________ Míriam Leitão – 20.7.2007- 21h16m

Novo capítulo: aguardo fim do motim para embarcar Agora, depois das horas de espera, estamos sendo vítimas de um motim dos passageiros que estão na aeronave. Eles deveriam desembarcar para entrarmos. Não entendi ainda muito bem como isso está se dando, mas eles se recusam a desembarcar. Tenho quase certeza de que são tão vítimas quanto nós… Ainda não temos informações. Em meio ao caos, um passageiro comenta algo que pareceria absurdo em outra situação: “agora entendo a Al Qaeda”. Mas o mundo aeronáutico brasileiro anda tão louco, com tantas tensões, que todo mundo começa a rir.


Míriam Leitão – 20.7.2007- 21h05m 

Jarbas Vasconcelos também em longa espera

São agora 21h e nem eu nem o senador Jarbas Vasconcelos conseguimos ainda embarcar. A espera dele é bem maior. Está aqui desde às 16h e nada do vôo sair para Salvador. O ex-governador queria chegar logo à capital baiana para dar apoio à família de Antonio Carlos Magalhães no velório, ao longo da noite, mas, até agora, nada feito.


Míriam Leitão – 20.7.2007 20h27m 

Aeroporto, vôo atrasado, cá estou eu de novo

Estou no aeroporto de Recife, onde tento embarcar para o Rio depois de dois dias corridos de trabalho em Fortaleza e aqui. Como eu, devem estar várias pessoas pelo país tentando embarcar, chegar, não atrasar. Não apenas os que foram a trabalho, mas também os que estão aproveitando as férias escolares. O meu vôo, de início, era às 19h30 e ia para Rio e depois São Paulo. Foi cancelado. Quando já tínhamos passado o portão de embarque, soubemos que tínhamos que voltar para o check in. Lá fomos nós. Os passageiros que íam para o Rio foram acomodados no vôo que vem de Petrolina, que, em tese, chega aqui às 20h40 (ainda o aguardo). Aqueles com destino São Paulo podiam escolher: ou saiam à meia-noite ou amanhã cedo. No meu novo cartão de embarque, está escrito que o vôo que tomarei é de 17h (?!), com horário de embarque às 16h30. Tento, além de embarcar, entender: será que vai ficar registrado que eu embarquei pontualmente às 17h, quando, na realidade, só devo embarcar depois das 21h num vôo que não era o meu e que, em tese, chegaria às 20h40? Está realmente tudo muito confuso. 

Foto acima: aeroporto de Recife, de stereoleo via Flickr cc

VÔO CANCELADO, MAS EU QUERO EMBARCAR julho 16, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in esquisitices, gente, tumulto e briga.
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Olha a situação: sexta-feira, dia 13/07/07, aeroporto de Congonhas, vôo de 12h40m, da Varig, que foi cancelado. Acho que o destino era o Rio de Janeiro.

Passageiro gritava com a simpática atendente no portão de embarque.

– Eu comprei o bilhete AGORA para o vôo de 12h40m e a moça que me vendeu disse que conseguiria embarcar no vôo de 12h05m. Agora a senhora vem me dizer que o vôo das 12h05m já fechou e que o de 12h40m foi cancelado… então como eu fico? Eu quero embarcar no vôo de 12h40m.

A atendente educadamente disse:

– O senhor não pode embarcar no vôo de 12h40m, pois ele foi cancelado. Eu vou acomodar o senhor no próximo vôo, que está previsto para as 13h00m, mas como está atrasado, deve sair às 13h20m.

O homem foi a LOUCUUUUUUUUUUUUURA!!!!!

– O QUE?, eu não quero saber…vou embarcar no vôo das 12h40m que me venderam. O problema é de vocês. Eu vou embarcar e o meu amigo aqui também.

– Meu senhor, disse a paciente atendente, eu já lhe disse que esse vôo foi cancelado, mas me passa a sua reserva que vou acomodá-lo no próximo.

Esse embate ainda aconteceu por mais duas vezes e, finalmente, o homem entendeu que o vôo havia sido cancelado e se conformou em viajar com o amigo, que permaneceu calado durante todo o tempo, no próximo vôo.

O tal próximo vôo só decolou às 14h15m.

Para os tempos atuais, até que não atrasou muito.

Foto acima de B.G. Lewandoiski, via Flickr

CACHORRINHO DE MADAME julho 8, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in boazuda, tumulto e briga.
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Imaginem a cena:

Mulher, se achando a gostosa, jeans justinho, blusa de oncinha idem, já meio balzaca, cabelo de chapinha e pintado, umas duas plásticas baratas, bonitona no geral e daquelas que chamam a atenção em qualquer lugar. Salto altíssimo no tamanco plataforma. Irritada porque perdeu o vôo e dizendo que a culpa era daquela bagunça no aeroporto e que exigia indenização de alguém. Para completar, um cachorrinho, daqueles de madame, em uma bolsinha apropriada.

Ela falava tão alto que ninguém percebeu que ela colocou a bolsinha com o cachorrinho no chão, e que ele saiu. O cachorrinho correu em volta do balcão do atendente, latindo muito e, quando ela percebeu, o tumulto aumentou. Correria geral e o cachorrinho não parava de correr e latir. Ela chamava o dito cujo pelo singelo nome de “Astolfo”.

Risada geral.

Um garoto de uns doze anos pegou o Astolfo, e eles embarcaram no vôo seguinte. 

Foto acima, do repórtergimmi, via Flickr 

BAGAGEM DE MÃO julho 7, 2007

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Ontem voltei de São Paulo em um vôo que, incrivelmente, saiu com apenas 10 minutos de atraso. O dia estava sensacional. O céu azul.

Antes da decolagem, dentro do avião, uma mulher passou afobada pelo corredor e se dirigiu para um dos comissários aos berros:EU EXIJO UMA DESCULPA FORMAL DAQUELA MAL EDUCADA…ELA ME DESTRATOU. FOI GROSSEIRA COMIGO. A COMPANHIA ME DEVE DESCULPAS E UMA RETRATAÇÃO. Até aí eu não tinha entendido nada… Então ela explicou ao comissário que estava com dificuldade de colocar a bagagem de mão no bagageiro, que não cabia, que o bagageiro era pequeno e que a aeromoça tinha sido grosseira. O comissário perguntou:Qual é a sua bagagem? Ela apontou e todos os passageiros olharam para trás para tentar identificar a dita bagagem. Qual não foi a surpresa de todos quando viram a bagagem jogada no chão. Era uma mala ENORME. Não deviam ter deixado entrar.

Nessa altura, a porta já estava fechada e todos devidamente acomodados. Menos ela. Houve uma gargalhada geral e aí é que a mulher ficou danada. ESTÃO RINDO DE QUE? Gritava ela. É apenas uma mala de mão. Só se fosse de umas quatro mãos…era realmente um absurdo e não ia caber nunca no bagageiro. A mulher foi voltando para o seu lugar e todos aplaudiram na base da gozação. A bagagem foi acomodada no fundo da aeronave.

O vôo foi tranqüilo e terminou com uma surpresa inédita para mim: uma passagem panorâmica por trás do Cristo (salve o Cristo, uma das sete novas maravilhas do mundo!). Sensacional. Saímos na enseada da praia de Botafogo e depois pousamos.

A mulher desceu com a sua “malinha” quietinha.

Foto da mala de Robby Garbett, via Flickr

TUMULTO A BORDO julho 3, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in tumulto e briga.
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Na quinta, dia 28/06, estava no vôo 2447 da Varig, de São Paulo para o Rio, e o tumulto foi geral. O vôo estava programado para as 19h10m e cheguei em casa quase às duas horas da manhã. Eu estava sentado ao lado do meu amigo Ricardo Amaral, que deu uma entrevista sobre o assunto para o Ancelmo Gois e que foi publicada ontem, domingo, no jornal O Globo. Gerou até a idéia de criar um concurso “Relaxa e Goza”, que é o nome desse nosso blog. Vamos fazer sucesso.

O que foi publicado no Ancelmo foi um resumo da loucura que foi esse vôo.

Depois de ficarmos esperando em Congonhas por mais de uma hora, pegamos um ônibus até Guarulhos (outros preferem chamar de Cumbica) e ainda esperamos, em pé, por mais uma hora para embarcarmos, via outro ônibus, uma vez que a aeronave não estava no finger e sim na pista. E dentro da aeronave, mais uma vez, esperamos, sem ar condicionado, por muito tempo. O vôo só saiu quase uma hora da manhã.

Foi aí, nesse último estágio antes de decolar, que os passageiros, com razão, começaram a ficar irritados e exigindo uma definição.

Uma mulher se levantou e esmurrou a porta da cabine de comando.

Outra gritava que queria ir embora, que estava cansada e que os filhos estavam no Rio.

O tal gaiato, conforme saiu na coluna do Ancelmo, que desceu da aeronave para fumar, reclamou antes com a aeromoça sobre o calor e questionou o motivo da demora. A aeromoça disse que aguardavam uma liberação da torre de controle (sempre a torre de controle) e que quando fosse o momento, era só fechar a porta e decolar. Ele não se conformou e desceu.

Imediatamente ela comunicou ao comandante que, só então, se dignou a falar com os passageiros pelo microfone (aliás, em nenhum momento, o comandante apareceu) dizendo que um passageiro, a revelia, havia descido da aeronave e que a Polícia Federal tinha sido acionada para prender o passageiro. Disse também que ele estava fumando perto dos tanques de combustível.

Em seguida a porta da aeronave foi fechada e deixaram o rapaz do lado de fora.

Todo mundo começou a reclamar e a xingar. Uns achavam que o gaiato devia ficar em São Paulo e outros sugeriram deixar entrar para não atrasar mais.

Lá pelas tantas, a porta foi aberta e o rapaz apareceu com cara de raiva e um isqueiro na mão. Foi vaido e xingado MUUUUUIIIITO!!!!!!!!!!!!!!!

Se ouvia de tudo: idiota, drogado etc.

Um dos passageiros, com um timbre de voz alto e forte, gritou:

” VOCE É UM BABACA, É UM BACACA!…BABACA, É UM BABACA!” 

Ele ficou irritado e logo quis partir para briga. Os comissários seguraram. Depois, não se sabe bem porque, o deixaram entrar e ir até o seu lugar. Ele sentou e disse que não saía. Um passageiro disse que podia dar voz de prisão se o comandante autorizasse. Outros voltaram a gritar e pediam para ele descer. Daqui a pouco começou a pancadaria e trouxeram o gaiato pelo corredor. Os passageiros estavam fotografando e ele partiu para cima de um deles e deu um tapa na mão.

Mais palavrões.

Já havia passado uns quarenta minutos e a Polícia Federal não chegou. O cara foi retirado, a porta fechada e, finalmente, o avião decolou.

Descemos no Santos Dumont e fomos embora.

Enfim, foram sete horas desperdiçadas nessa situação absurda…

Tá difícil. 

P.S.: Se você tem alguma história para contar, comente aqui mesmo ou mande via e-mail para relaxaegoza07@gmail.com, que publicarei e darei os créditos. Fique a vontade!

Foto acima, de Dek, via Flickr