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TARADA NO AR fevereiro 5, 2010

Posted by JN, Rio de Janeiro in Uncategorized.
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Realmente acontece de tudo nos aeroportos ou dentro das aeronaves. Acho que as pessoas se sentem mais soltas, mais leves e mais assanhadinhas.

Na terça, voltando de Florianópolis, presenciei uma situação diferente, mas engraçada.

Uma moça de uns vinte e cinco anos, morena, bonita, de vestido curto colado no corpo e sandália rasteira, puxava conversa com todos os homens ainda na sala de embarque.

Comigo ela chegou como quem não quer nada querendo e perguntou se a aeronave já havia pousado. Eu disse que sim. Aí perguntou se ia sair no horário. Eu disse que esperava que sim. Perguntou se eu morava em Florianópolis ou no Rio. Eu disse que no Rio. Perguntou se eu tinha irmãos (estranho…). Disse que não. Como eu estava muito lacônico, ela disfarçou e foi para perto de um homem de uns 40 anos que também ia embarcar no mesmo voo. Reparei que começou a puxar assunto. O cara também não deu muito papo e ela foi para perto de um senhor de terno bege. Começou o papo. Não deu em nada.

Nesse momento, esta situação já tinha chamado a atenção de alguns outros passageiros que começaram a acompanhar o ataque da moça as pessoas do sexo masculino.

Como ela era muito cara de pau e perguntava várias coisas ao mesmo tempo, às vezes sem nexo, as pessoas acharam que se tratava de uma tarada, profissional do sexo ou maluca mesmo. As reações e movimentos dela eram estranhos.

Entramos na aeronave e reparei que ela perguntou alguma coisa para a aeromoça. Não consegui ouvir.

Ela sentou na poltrona da 4A, janela, e ficou observando todos que entravam atentamente. Eu estava na 5D, corredor, e pude ficar olhando a cena. Na 4C, sentou uma senhora e a poltrona do meio ficou fazia.

Quando a porta fechou, ela se levantou, foi até a aeromoça, falou alguma coisa, voltou e foi andando lá para o fundo da aeronave.

Os outros homens abordados pela taradinha também ficaram olhando para ver o que ia acontecer. Ela parecia que estava andando e escolhendo onde ia sentar. E foi o que aconteceu. Sentou na poltrona 15C, corredor, que era a mesma fileira em que se encontrava um rapaz de uns 35 anos, de roupa esporte, mas com jeito de executivo.

É lógico que depois que a aeronave decolou, eu fui até o banheiro do fundo da aeronave e dois dos outros homens abordados (eu vi quatro ataques e não sei se antes de mim ocorreram outros) também deram um jeito de se levantar para ver onde e o que ela estava fazendo. Algumas mulheres também perceberam tudo e estavam rindo e curiosas para saber o que ia acontecer. Aquele voo prometia…

Quando pousamos no Rio, desembarcamos e ficamos (vários passageiros) andando devagar (alguns até pararam) para ver se ela ia descer acompanhando o rapaz. Dito e feito. Lá vinham os dois e ele estava se achando. Todo animado. Acho que não viu todos os ataques dela lá na sala de embarque antes da decolagem.

Saíram conversando muito. Entraram no mesmo táxi. Ponto para ela. Faturou.

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