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SAINDO PELAS ESTRADAS janeiro 12, 2008

Posted by JN, Rio de Janeiro in Uncategorized.
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Um amigo publicou o artigo abaixo e achei adequado para iniciarmos o novo ano do blog “RELAXA E GOZA”. Com certeza, os meus fiéis leitores não conhecem esta novidade que existe no aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro. Coisas do Brasil.

JN.

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Quando me fecham as saidas, saio pelas entradas. – Carlito Maia

Quando o saudoso Carlito Maia (cujo slogan pessoal era: Resisto!) escreveu a frase que serve de citação a este artigo, estávamos em plena ditadura militar, e a censura à imprensa obrigava quem publicava a recorrer a metáforas como esta. Tenho certeza de que Carlito não teria sido capaz de adivinhar que ela se tornaria verdadeira, no governo do PT, que ele apoiava, como se sabe – com tocante idealismo.

Neste último dia 2 de janeiro,  voltava de um sempre agradável reveillon baiano, na praia, ao aeroporto do Galeão, onde havia deixado o carro no estacionamento. Diferentemente dos terminais antigos, com estacionamentos subterrâneos, o terminal 2 – mais novo – tem um estacionamento frontal, em vários andares, cujo acesso só pode ser feito por um andar, onde há um corredor. O elevador parado inviabilizava o transporte dos carrinhos de malas, pelas escadas; então fui buscar o carro, enquanto minha mulher me aguardava, com a bagagem, no desembarque.

Peguei o carro, paguei o estacionamento e, ao tentar retornar para a área de desembarque, o acesso estava bloqueado (literalmente, com blocos de concreto). Depois de várias voltas, procurando – sem conseguir – um outro acesso, parei diante da passagem interditada e perguntei ao guarda como poderia entrar. Respondeu-me que não era possível. Só veículos autorizados pela Infraero têm acesso à área de desembarque do aeroporto Antonio Carlos Jobim, antigo Galeão. Perguntei-lhe o que deveria fazer e sugeriu-me que fosse buscar minha mulher e as malas na área de embarque…

Ainda bem que estávamos com os nossos celulares – e foi possível fazer a comunicação, para informá-la de que deveria subir, com o carrinho de bagagens, ao nível dos embarques. Esperava-me lá, depois de ela também ter constatado – com os guardas de transito – que, de fato, era assim que as coisas funcionavam. Diante da nossa perplexidade, um deles arriscou a opinião de que a esdrúxula determinação teria sido resultado de uma pressão da empresa concessionária dos estacionamentos… Acredito que seja uma
situação única, entre os aeroportos do mundo.

Talvez os leitores estranhem o tema deste primeiro artigo do ano e digam – ou pensem: afinal de contas, por que JR não escreve, simplesmente, uma carta ao editor de algum jornal de grande circulação?

Sei não… Os jornais do início do ano vieram com as notícias já conhecidas de todos: aumentaram diversos impostos, depois das garantias dadas pelo presidente de que não iriam aumentar – e o seu ministro afirmou, simplesmente, que eram garantias rigorosamente provisórias, válidas – como se sabe, agora – por 15 dias.

Por quanto tempo estarão garantidos os nossos direitos de ir e vir? E os outros direitos? Por quem? Isso não me agrada, como não deverá agradar aos leitores; mas, decididamente, começo este ano mais preocupado do que no ano passado.

J. Roberto Whitaker Penteado
www.jrwp.com.br  

Foto de pbo31 via Flickr cc

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