“TEM CARONA NA CABINE” Janeiro 19, 2008
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Para tentar, mais uma vez, melhorar o problema dos atrasos dos vôos, a Anac resolveu colocar fiscais nos principais aeroportos e também nas cabines das aeronaves.
Fiscais vão embarcar em vôos das empresas Tam, Varig, Gol e Ocean Air para avaliar, de perto, a atuação dos pilotos e comissários de bordo, e verificar o funcionamento das aeronaves.
A idéia da “Operação Hora Certa” (é isso aí pessoal, colocaram até um nome para esta operação) é descobrir as causas da demora e, até julho, reduzir significativamente o número de aviões que decolam com atrasos superiores a uma hora.
Ou seja, a idéia é boa, mas vai continuar havendo atrasos…uma hora ainda é um absurdo, não acham? Qual o motivo de não se exigir pontualidade dos vôos? Nós pagamos e queremos que o vôo saia no horário combinado. Aliás, pagamos para sair no horário definido pela companhia e eles ainda vão poder atrasar até uma hora e nos deixar sem explicação…
Se os fiscais que vão de carona nas cabines das aeronaves forem como essa deliciosa moça da foto aí de cima, vai rolar de tudo, menos fiscalização… e nós esperando…
“PODIUM DA VERGONHA” Janeiro 19, 2008
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Acabou de sair um ranking da revista Forbes, indicando quais os cinco aeroportos que mais sofreram atrasos de saídas de vôos em 2007. O Brasil nisso também é bom e ganhou três das cinco posições.
Vejam o ranking:
1º lugar – Juscelino Kubitschek, em Brasília;
2º lugar – Internacional de Pequim, China;
3º lugar – Cumbica, São Paulo;
4º lugar – Congonhas, São Paulo;
5º lugar – Internacional do Cairo, Egito.
Quanto aos cinco primeiros aeroportos que tiveram mais atrasos na chegada em 2007, apenas o aeroporto de Congonhas aparece em terceiro lugar. Os demais são, pela ordem, tirando o terceiro lugar do Brasil, o Internacional Chhataprati Shivaji de Mumbai – Índia, o Internacional Indira Gandhi de Délhi – Índia, o La Guardia – Nova York e o Internacional de Newark – Nova York.
O aeroporto Tom Jobim só não entrou porque, segundo a Forbes, “é relativamente pequeno”.
Foram avaliados os aeroportos que tiveram, pelo menos, dez milhões de passageiros em 2006.
ACIDENTE NO SOLO Janeiro 18, 2008
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Realmente acontece de tudo…saiu publicado hoje, dia 09/01, no jornal Diário de S.Paulo, que uma funcionária de TAM caiu da porta do avião e teve traumatismo craniano. Os problemas de segurança também acontecem no solo.
A íntegra da matéria:
“A funcionária da TAM Deonice Santana está internada em estado grave na UTI do Hospital Geral de Guarulhos, na Grande São Paulo, desde a tarde de segunda, quando caiu de uma altura de, pelo menos, dez metros ao sair do avião A-340 em que fazia limpeza. Ela teve traumatismo craniano e um exame apontará se ela teve morte cerebral, segundo a secretaria de estadual da Saúde.
Suspeita-se que algum funcionário da empresa esqueceu de colocar uma fita de segurança na porta quando retirou o carro que carrega a escada, responsável por ligar a aeronave à terra. O procedimento é uma norma de segurança da aviação, segundo Celso Klafke, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil. Sendo assim, Deonice não teria percebido que a escada não estava mais acoplada à porta do avião quando foi sair dele.
A mulher despencou e caiu batendo a cabeça no chão do pátio do aeroporto. Inconsciente, Deonice foi socorrida pela equipe de resgate do Aeroporto Internacional de Guarulhos e levada para o hospital por volta das 14h. Outra hipótese, levantada por Orisson de Souza Melo, vice-presidente do Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos, leva em conta que o motorista do carro saiu quando Deonice deu o primeiro passo na escada.
A TAM se comprometeu a apurar as causas do acidente. Por meio de nota, a empresa informou que “está prestando toda a assistência à funcionária e aos seus familiares”.
- Infelizmente, o que podemos fazer é confortar a família e pedir que esse acidente seja apurado – diz o sindicalista Orisson de Mello.
- É um indício da falta de funcionários e da pressa com que são feitos os trabalhos antes do vôo. Sem levar a segurança em conta – opina Celso Klafke”.
SAINDO PELAS ESTRADAS Janeiro 12, 2008
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Um amigo publicou o artigo abaixo e achei adequado para iniciarmos o novo ano do blog “RELAXA E GOZA”. Com certeza, os meus fiéis leitores não conhecem esta novidade que existe no aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro. Coisas do Brasil.
JN.
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Quando me fecham as saidas, saio pelas entradas. – Carlito Maia
Quando o saudoso Carlito Maia (cujo slogan pessoal era: Resisto!) escreveu a frase que serve de citação a este artigo, estávamos em plena ditadura militar, e a censura à imprensa obrigava quem publicava a recorrer a metáforas como esta. Tenho certeza de que Carlito não teria sido capaz de adivinhar que ela se tornaria verdadeira, no governo do PT, que ele apoiava, como se sabe – com tocante idealismo.
Neste último dia 2 de janeiro, voltava de um sempre agradável reveillon baiano, na praia, ao aeroporto do Galeão, onde havia deixado o carro no estacionamento. Diferentemente dos terminais antigos, com estacionamentos subterrâneos, o terminal 2 – mais novo – tem um estacionamento frontal, em vários andares, cujo acesso só pode ser feito por um andar, onde há um corredor. O elevador parado inviabilizava o transporte dos carrinhos de malas, pelas escadas; então fui buscar o carro, enquanto minha mulher me aguardava, com a bagagem, no desembarque.
Peguei o carro, paguei o estacionamento e, ao tentar retornar para a área de desembarque, o acesso estava bloqueado (literalmente, com blocos de concreto). Depois de várias voltas, procurando – sem conseguir – um outro acesso, parei diante da passagem interditada e perguntei ao guarda como poderia entrar. Respondeu-me que não era possível. Só veículos autorizados pela Infraero têm acesso à área de desembarque do aeroporto Antonio Carlos Jobim, antigo Galeão. Perguntei-lhe o que deveria fazer e sugeriu-me que fosse buscar minha mulher e as malas na área de embarque…
Ainda bem que estávamos com os nossos celulares – e foi possível fazer a comunicação, para informá-la de que deveria subir, com o carrinho de bagagens, ao nível dos embarques. Esperava-me lá, depois de ela também ter constatado – com os guardas de transito – que, de fato, era assim que as coisas funcionavam. Diante da nossa perplexidade, um deles arriscou a opinião de que a esdrúxula determinação teria sido resultado de uma pressão da empresa concessionária dos estacionamentos… Acredito que seja uma
situação única, entre os aeroportos do mundo.
Talvez os leitores estranhem o tema deste primeiro artigo do ano e digam – ou pensem: afinal de contas, por que JR não escreve, simplesmente, uma carta ao editor de algum jornal de grande circulação?
Sei não… Os jornais do início do ano vieram com as notícias já conhecidas de todos: aumentaram diversos impostos, depois das garantias dadas pelo presidente de que não iriam aumentar – e o seu ministro afirmou, simplesmente, que eram garantias rigorosamente provisórias, válidas – como se sabe, agora – por 15 dias.
Por quanto tempo estarão garantidos os nossos direitos de ir e vir? E os outros direitos? Por quem? Isso não me agrada, como não deverá agradar aos leitores; mas, decididamente, começo este ano mais preocupado do que no ano passado.
J. Roberto Whitaker Penteado
www.jrwp.com.br
