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MILAGRE AÉREO Novembro 25, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in absurdo, não-convence.
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Sábado, dia 17/11/07, saiu em praticamente todas as mídias, que os aeroportos ficaram vazios no dia anterior, entre o feriado e o fim de semana, acarretando cancelamento de diversos vôos.

É um milagre, pois depois do caos que acontece há vários meses e da falta de competência de se resolver os problemas, os passageiros não querem arriscar. Os que precisaram viajar, mais uma vez se ferraram, pois só recebiam a informação de que os vôos foram cancelados.

Vocês sabiam que as companhias costumam cancelar vôos com ocupação abaixo de 50% e só são multadas se os passageiros não conseguirem outro vôo? Eu li hoje. E o tempo que se perde tentando conseguir outro vôo? Ninguém é multado ou paga por isso? E nós, consumidores, sempre saímos prejudicados. Aliás, quando o problema de atraso é metereológico, não temos direito a nada até se passarem quatro horas.

Segundo a Gol e a Tam, o cancelamento de vôos é normal em feriados e fins de semana. A Tam ainda diz que faz parte da estratégia da empresa. A sacanagem é que eles não avisam que vão cancelar e nós ainda chegamos com uma hora de antecedência no aeroporto e ficamos esperando essa tal de realocação por mais algumas horas. Temos é que pensar em alguma “estratégia” para os passageiros, com o objetivo de acabar com essa sacanagem. 

É evidente que a chuva também ajudou a desestimular qualquer viagem e os passageiros sumiram. Mesmo assim, esse “apagão de passageiros”, como mencionou o jornal O Globo, é uma excelente forma de pressão para que as companhias aéreas, o governo e todas as autoridades responsáveis façam algo para resolver este absurdo. Duvido que vão querer ficar com esse prejuízo. Rapidamente vão arrumar a casa e nos devolver um serviço correto, competente e de direito do cidadão, que paga corretamente as suas passagens.

Na televisão fizeram até uma matéria mostrando várias pessoas optando por viajar de ônibus ou carro e deixando para programar viagens aéreas só para as férias e em vôos internacionais.

Quando mexe no bolso, aí o milagre acontece…logo vão dar um jeito de resolver tudo. E voltaremos a ter os nossos direitos respeitados.

Fui, mas não de avião. 

Foto acima de dogset, via flickr cc

PAGANDO COFRINHO Novembro 25, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in cada uma!, gente.
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zebra-bunda-by-y-not-via-flickr-cc.jpg

Acabei de receber a história de um leitor assíduo do blog Relaxa & Goza.

Ele estava no aeroporto de Curitiba, calmamente esperando a chamada para o seu vôo, quando percebe a chegada de um casal estranho, meio hippie meio cafona, com roupas coloridas em excesso, muito brilho na blusa da mulher de botas e calça de listras pretas e brancas, tipo zebra, bem justa. O cara estava de camiseta laranja com boné branco de aba para o lado e jeans largão caindo pela perna e por aí vai…mas, de repente, o casal, que aparentava uns vinte e poucos anos, para no meio do saguão e a uma distância suficiente para não ouvir nada do que falavam (que droga). Gesticulavam muito e dava a impressão de que começavam uma briga.

Eles se abaixaram, abriram a mala de mão para procurar alguma coisa e, pasmem: pagaram o “maior cofrinho”. Aliás, o dele foi um cofrinho, mas o dela foi um tremendo cofre, uma caixa forte mesmo…ela tinha um bundão torneado e ficou com grande parte a mostra, quase a metade, devidamente armazenada em uma minúscula calcinha rosa (fio dental). Todos em volta olharam e se entreolharam e continuaram olhando…e os dois nem aí. Continuaram agachados e, finalmente, acharam o “board pass” dela.

Porque ela colocou na mala ninguém sabe…marinheira de primeira viagem, é claro.

Fecharam tudo e continuaram andando até o portão do embarque deles.

Aonde foram, ninguém ficou sabendo.

 Foto acima de y-not via flickr cc 

CAROS LEITORES E COLABORADORES, Novembro 24, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in explicações.
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Desculpem o meu sumiço, mas estive viajando, pois, afinal, ninguém é de ferro.

A viagem foi ótima (outro dia eu conto algumas histórias curiosas) e, infelizmente, voltei e descobri que tudo está na mesma ou pior. Ou seja, o nosso caos aéreo do dia a dia continua. É realmente incrível a falta de comando que existe em uma situação caótica dessas… ninguém decide nada e ainda empurra para o outro.

Quando lancei esse blog, imaginei que teria muito mais histórias bem humoradas, situações hilárias e inusitadas, do que desgraças e brigas nos aeroportos. Enganei-me. Fui “tolinho”. Eu acreditei…esse assunto é o retrato do descaso no nosso país.

Outro dia, saiu no jornal O Globo um levantamento das autoridades – ministros, que estão viajando nos aviões da FAB desde o início do apagão aéreo. O título é: “De carona com a Aeronáutica”. É uma relação enorme. E vários usaram a FAB (Força Aérea Brasileira) para ir para a própria casa. Só este ano, foram feitas 43 viagens em caráter particular nos aviões oficiais.

A ministra Marta Suplicy (Turismo), que inspirou o nome do meu blog, é a segunda de lista, pois fez 74 viagens. O primeiro da relação é o ministro Tarso Genro (Justiça) com 95 viagens, sendo oito trechos de casa para Brasília ou vice-versa. A Marta não informou se utilizou os aviões para casa.

O total de viagens de ministros este ano ainda não foi divulgado pela FAB, mas a estimativa é de já foram realizadas mais de mil. É uma vergonha.

A viagem em aeronaves oficiais garante às autoridades distância das filas e das confusões nos aeroportos durante a crise aérea. E nós, que pagamos impostos e trabalhamos todo dia, temos que agüentar a crise nos aeroportos.

O que podemos fazer? Alguém tem alguma sugestão? E vamos nós… 

JN (colocando o seu primeiro editorial no blog. Que nojo, hem?)

Foto acima de Jordon, via flickr cc

LARÁPIO NO AR – II Novembro 24, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in cada uma!, gente.
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Uma das aeromoças da história anterior me contou que, certa vez, um passageiro colocou o celular no banco em que estava sentado (era na primeira fileira) e foi mais atrás buscar a sua mala. Quando vinha voltando, viu um passageiro pegando discretamente o seu celular pousado no banco. Ele chamou o passageiro e disse que o celular que o cara colocou no bolso era dele.

Todos ouviram e olharam para ver a reação do passageiro.

O cara, na maior cara de pau, disse que pensou que alguém tinha esquecido e que guardou para entregar no balcão da companhia.

E porque não pensou em entregar para a aeromoça, como qualquer um faria. É muita cara de pau. Dessa vez devolveu.

A coisa está complicada na terra e no ar.

Foto acima de Steve Roe, via flickr cc

LARÁPIO NO AR Novembro 24, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in Pode isso?, absurdo, cada uma!, gente.
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Semana passada, fui de São Paulo para Brasília de Varig, no vôo das 18h35m. Eu estava sentado em uma poltrona do corredor e um amigo na outra poltrona do corredor ao lado. O vôo só tinha 17 passageiros. Até pensei que a Varig fosse cancelar, pois o prejuízo era evidente. Não cancelou e saiu no horário. Ponto para a Varig.

Aliás, cabe aqui um registro. Tenho viajado muito pela Nova Varig (em minha opinião será apenas a Varig de sempre) e eles têm mantido os vôos e saído, quase sempre, no horário. E o serviço de bordo tem sido atencioso e correto. E, principalmente, mesmo depois de ser adquirida pela Gol, tem servido um lanche bem atraente e gostoso. O café da manhã é pequeno, mas muito bom. E nada de barrinhas. Ainda bem. E parabéns.

Voltando.

Ficamos conversando quase que durante todo aquele vôo semi particular. Quando chegamos reparei que atrás de nós só tinham dois passageiros e um era funcionário da Varig (estava com crachá). Levantei para pegar a minha mala e saímos da aeronave.

Quando já estávamos quase saindo da área de desembarque por aquela porta automática que sai em frente a todas aquelas pessoas com placas contendo o nome dos passageiros que vão ganhar uma carona, coloquei a mão no bolso direito traseiro da minha calça e notei que a minha carteira não estava lá, como sempre. Parei e achei que devia ter caído no banco da aeronave. Deixei minha mala com o meu amigo e voltei rápido até o finger.

Expliquei que a minha carteira deve ter caído do bolso perto do meu assento e me deixaram entrar na aeronave. As aeromoças ainda estavam lá e me acompanharam até o meu assento. Não estava sobre o banco e nem em volta, o que me deixou apreensivo por um instante, pois todos os meus documentos estavam na carteira. Eu normalmente não carrego mais do que dois cartões de crédito, mas naquele dia levei cinco. Uma das aeromoças disse que o pessoal da limpeza podia ter encontrado, mas começou a vasculhar os bolsões dos bancos na frente do meu assento e, de repente, lá estava a minha carteira. No bolsão do assento do meio da fileira.

Foi um alívio…mas o dinheiro sumiu…uns duzentos reais. Só levaram isso. Graças a Deus deixaram todos os documentos.

Falei do desaparecimento do dinheiro e as aeromoças foram falar com o responsável pela limpeza. Como a limpeza ainda não tinha acabado, eles disseram que não viram nada. Pode ser. Também me lembrei daqueles dois passageiros que saíram depois de mim. Também pode ser.

Mesmo assim, fui embora aliviado e feliz. Uma aeromoça disse que quem pegou não vai dormir com a consciência tranqüila. É verdade. Quem pegou o dinheiro que faça bom proveito. Até no ar nós temos larápios.

O meu amigo brincou: só podia ser em um vôo para Brasília.

Que maldade…

Foto acima de ajoiê, via Flickr cc

FALTA DE ESPAÇO Novembro 24, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in cada uma!.
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Olha a situação:

Avião da TAM, quase lotado, saindo de Brasília para o Rio de Janeiro, hoje, dia 08/11, às 09h35m. Homem mais velho, de terno azul marinho risca de giz, cabelos grisalhos, bigodão idem, sapato tipo italiano surrado com aquele pompom antiquado balançando sobre gaspia baixa (parte superior do sapato que cobre o pé), meio cafona, com uma pasta/mala de mão e outra mala grande, marrom, de formato e alça tipo mala de médico de filme de terror. Até que a mala era bonita, mas não combinava com o tal senhor. Como ele chegou por último, acompanhado de um amigo, sentou na primeira fileira. Ele na poltrona 1D – corredor e o amigo na 1F – janela. Por sorte não sentou ninguém no meio.

Foi aí que começou a confusão. Ele colocou a malona marrom no banco do meio. A aeromoça bonita e gostosa (difícil de encontrar hoje em dia), que se chamava Jenifer, tinha olhos azuis, e usava aquele uniforme justinho da TAM, que só fica bem em algumas, falou educadamente que aquela mala precisava ser acomodada em um compartimento superior. A aeronave não pode decolar com malas nas primeiras fileiras por questões de segurança.

Todo mundo sabe disso, mas ele insistiu e ela também.

Ele então disse que ela podia levar e guardar lá atrás, mas que quando pousasse ele queria a bagagem na mão dele lá na frente. Que não queria esperar todo mundo descer para pegar a mala. Ela disse que o passageiro é que deve acomodar a sua bagagem, mas chamou um comissário para ajudar. Ele entregou e disse outra vez que queria a mala de volta trazida por alguém. Que não ia buscar lá atrás. O rapaz voltou e disse que estava no bagageiro sobre o assento 17.

Vejam a distância. Está na cara que não vai acabar bem, né?

Um parênteses: realmente esse problema de bagagem de mão é complicado. Ninguém gosta de despachar mala e depois ficar esperando um tempão. Até porque, às vezes, ela desaparece.

Outro problema é que sempre tem uns folgados que vão sentar nos fundos da aeronave, mas colocam as bagagens nos bagageiros da frente para facilitar e se livrar logo do trambolho. São os espertinhos. Aí, quando o dono daquele assento chega, não tem lugar para a sua bagagem, e começa o efeito cascata. Várias malas vão parar lá atrás.

Na hora da chegada, vários passageiros querem passar na contramão para não ter que esperar todo o desembarque.

No meio da viagem, depois do tal senhor passar grande parte do vôo resmungando com o amigo sobre a sua mala, ainda deixou cair no chão tudo que estava dentro da sua pasta. A cena, desculpe, foi hilária e trágica ao mesmo tempo. Ele não conseguia se abaixar com facilidade para catar todas as coisas. A barriga e a idade não deixavam. Até uma escovinha azul de cabelo, daquelas pequenas e finas, em que a pessoa encaixa a mão para segurar e se pentear, foi parar no corredor do avião. Um puta mico. Que escovinha sem vergonha.

Enfim, o avião pousou e começou a taxiar. O amigo, que já não devia agüentar mais tanta reclamação, resolveu se levantar para tentar ir lá atrás buscar a mala do mala. A nossa querida Jenifer, sempre atenta e arrebitada, imediatamente falou que era proibido levantar enquanto a aeronave estava em movimento. Ele voltou rapidamente para o lugar.

Quando parou, antes de desligar a luz de apertar cintos, ele resolveu fazer nova investida e saiu em busca da mala do amigo. Não conseguiu e voltou de mãos vazias, pois vários passageiros também se levantaram e impediram o seu trajeto.

Aí é que o tal senhor ficou transtornado e começou a reclamar: - não pego mais vôo da TAM, agora só vou viajar de Gol ou Varig…porque ela não deixou a minha mala aqui nesse banco…qual o problema…vocês estão perdendo passageiros…(será que ele acha que é por causa da alocação das malas nas aeronaves que existe o caos aéreo) e blá, blá, blá…eu saí tranqüilo e reparei que vários passageiros estavam sorrindo por causa daquela resmungação toda.

Da próxima vez é só chegar mais cedo ou despachar a bagagem, meu senhor, que aí a nossa querida Jenifer não fala nada…se bem que ela foi deliciosamente espetacular na abordagem firme sobre o assunto.

Eu estou com você Jenifer…devia ter posto “o mala” no bagageiro lá do porão.

O problema de espaço nas aeronaves eu comento em outra ocasião. 

Foto acima de Roger Lynn, via Flickr cc

PROPAGANDA ENGANOSA Novembro 24, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in absurdo, não-convence, papo-furado.
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Saiu publicado na coluna do Anselmo Gois de hoje, domingo, dia 04/11/07, a seguinte nota:

“Fala Sério, Infraero!

 A Infraero está escolhendo uma agência de publicidade. A conta é de R$ 15 milhões. Entre as exigências está “destacar a modernidade, segurança e tecnologias dos aeroportos brasileiros”.

E quando vão resolver os problemas dos nossos modernos aeroportos?

Parece propaganda enganosa. E é.”

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Foto acima de Kaptain Krispy Kreme via Flickr cc

APAGÃO AÉREO Novembro 10, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in absurdo.
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Em todos os meios de comunicação da semana passada só se lia ou ouvia:- “Briga aumenta risco de novo apagão aéreo”;- “Infraero avisa: evite vôo em hora de pico”;- “Sob pressão, Zuanazzi deixará Anac”;- “Zuanazzi cai atirando em Jobim”;- “Funcionários de Cumbica marcam greve para terça”;- “Aeroportos de SP têm operação-padrão”;- “A Copa é nossa. Agora, só faltam os aeroportos, as rodovias, os trens, os metrôs, os estádios. E Pelé” (esse texto sensacional foi a manchete principal do jornal O Globo de quarta, dia 31/10/07).  

E o principal destaque de toda essa divulgação foi a briguinha do ministro da Defesa Nelson Jobim com o presidente da Anac, Milton Zuanazzi. Este disse que o ministro não entende de aviação e que integra uma elite que não quer que pobre viaje de avião. Ainda disse que as medidas do ministro podem levar ao aumento das tarifas.

Resumindo: ele disse que estamos fudidos com as atitudes desse ministro (com todo o respeito, é claro).

Foto acima de cloud nine via Flicker cc

MONOPÓLIO Novembro 10, 2007

Posted by JN, Rio de Janeiro in Uncategorized.
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A concentração das companhias aéreas elevou o preço das passagens e ninguém diz nada.

Antes da aquisição da Varig pela Gol, todos podiam viajar com preços promocionais. Alguns até reclamavam que estava baixo demais e que os aeroportos pareciam rodoviárias.

Depois, os preços da ponte aérea Rio/São Paulo da Varig, por exemplo, subiram vertiginosamente desde a venda da empresa.

Um leitor me informou que comprou passagem de ponte aérea na semana passada pela Varig por R$ 289,00. Antes da venda da empresa ele comprava até por R$ 89,00. Ele também disse que a Varig voltou a colocar nos últimos dois meses uma passagem de ponte aérea por R$ 100,00, mas ninguém da companhia sabe informar quando esta promoção aparece. É só de vez em quando, de repente e logo some.

Na TAM, também na semana passada, o preço estava por R$ 289,50 para o mesmo trecho. Ele não viu na Gol, mas deve ser parecido. Que coincidência, não é?

Alguma autoridade ou órgão acompanha esse esquema?

E os atrasos continuam…o descaso é total. 

Foto acima de Jeff Belmonte via Flicker cc